No passado dia 24 de novembro, os alunos do 9.º e 11.º ano do Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima viveram uma experiência marcante através de uma palestra dinamizada pelo professor Bernardino Silva. As sessões decorreram em dois locais: de manhã, na EB da Correlhã, e de tarde, na Escola Secundária de Ponte de Lima (ESPL), onde o orador partilhou a sua vasta experiência de trabalho voluntário em mais de 20 países.
A iniciativa, subordinada ao tema “Direitos Humanos e Contrastes de Desenvolvimento”, foi promovida pelos grupos disciplinares de Geografia e de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), em articulação com o Clube do Voluntariado, Solidariedade e Sustentabilidade.
Uma viagem pelos Direitos Humanos através da objetiva de Dino
Bernardino Silva, mais conhecido por “Dino”, é uma figura de destaque na área social. Para além de ser professor de EMRC na Escola Secundária de Amares, foi presidente da Comissão Justiça e Paz de Braga, representante de Portugal na Comissão Europeia para os Dias Sociais Europeus, bem como trabalhou ainda na ajuda humanitária do ACNUR, agência da ONU para Refugiados, na altura presidida pelo atual Secretário-Geral da ONU, António Guterres, entre muitas outras missões de um rico currículo.
A sua palestra proporcionou uma viagem comovente e humanamente rica por realidades marcadas por profundos contrastes. Através de fotografias que ele próprio captou em países como o Paquistão, Afeganistão, Líbano, Somália, Haiti, Brasil e Peru, entre muitos outros, Dino centrou a sua intervenção em dimensões fundamentais dos Direitos Humanos: a alimentação, a habitação, a saúde e a educação.
O orador destacou o projeto “Missão Amar(es)”, que envolve alunos, ex-alunos do ensino secundário da Escola Secundária de Amares e outros voluntários em serviço voluntário internacional em Moçambique. Na sessão da ESPL, a teoria transformou-se em prática através do testemunho vivo da professora de Português Fátima Soares, que partilhou com os alunos a sua experiência pessoal de ter participado no projeto neste último verão.
A grande lição: o voluntariado começa à nossa porta
A mensagem principal que ficou para os nossos jovens foi a de que o voluntariado não tem de ser feito a milhares de quilómetros de distância. A ação pode e deve começar na nossa comunidade, na escola e até na nossa rua, com pequenos gestos que fazem a diferença.
Estas sessões permitiram, sem dúvida, alargar horizontes do conhecimento, despertar consciências e inspirar todos os presentes a serem cidadãos mais ativos e solidários.










































