Durante uma semana, foi-nos dada a oportunidade de sermos alunos finlandeses. A partir do momento em que nos despedimos dos nossos pais, no aeroporto, até ao momento em que nos reencontramos no mesmo local, pudemos experienciar uma semana única e intensa.
Esta semana começou com o surgimento de novas amizades que foram florescendo entre o grupo de alunos e professores portugueses que estavam a viver connosco esta enorme aventura, ao passarmos um dia em Tallinn, capital da Estónia, viagem feita de ferryboat. Durante uma semana, tornamo-nos família.
No terceiro dia chegamos a Kemi, onde se encontravam as famílias que nos iriam acolher, prontas para nos receber. Esse foi o dia em que, finalmente, conhecemos as pessoas com quem há já tanto tempo andávamos a falar, demonstrando o quão ansiosos estávamos para nos conhecermos. Foi a partir desse momento, entre abraços, que, finalmente, compreendemos o que é o Erasmus, a troca de culturas e de tradições, mas, principalmente, a criação de novas amizades, amizades estas que nem o tempo nem a distância conseguirão alguma vez destruir.
Durante aquela semana, construímos laços tão fortes como aqueles que são criados ao longo de anos, criamos uma família com elementos de quatro países da Europa. Sinceramente, não foi o esqui ou o visitar a Lapónia que tornaram esta viagem tão marcante, mas sim, as conversas, as amizades e todos os sentimentos que foram vivenciados durante o desenvolvimento de todas as atividades que nos foram proporcionadas.
O jantar de despedida é o que custa sempre mais, são tantos sentimentos, tantas emoções, tanta coisa que numa semana se tornou habitual e à qual temos de dizer adeus… É neste momento que percebemos que numa semana criamos tantas amizades e nos afeiçoamos a tantas pessoas que não queremos deixar.
Os dois últimos dias, passados em Helsínquia e em Munique, serviram para pensarmos e assimilarmos a experiência que tínhamos acabado de viver.
Desde o momento em que aceitamos fazer parte desta experiência, soubemos que esta seria inesquecível e que nos deixaria marcas para sempre, mas é apenas quando esta acaba que percebemos as memórias que criamos e que o Erasmus é uma oportunidade incrível e imperdível.
Maria Francisca Araújo e Vera Soares, 7ºC



